ANIMAÇÃO CULTURAL por Vilém Flusser
As ideias que mais chamaram minha atenção no texto tratam sobre a relação humana com a objetividade e animalidade e a função simultânea dos objetos, ao assumirem o condicionamento animado e inanimado. A primeira ideia conclui que o homem procura sempre justificar seu domínio sobre o ambiente que o cerca e, por mais que essa atitute seja considerada normal, ela não deveria. Nós estamos sempre querendo controlar tudo que nos cerca e acabamos perdendo o controle, já que passamos a depender dos objetos e ferramentas criadas para auxílio, como é o caso da nossa relação com a internet. A outra ideia mencionada me surpreendeu pois fala sobre o objeto possuir uma função animada, diferente do que estamos habituados. Isso me fez perceber que observei, por toda minha vida, os seres inanimados de forma precária. Dessa forma, nunca podemos ter certeza se nossos celulares estão assumindo sua vontade animada de nos viciar ou apenas nos sendo úteis.
Além disso, foi ressaltado pelo Pedro e outros colegas a relação de superioridade do homem sobre os objetos, uma vez que esses são criados por nós, o que coincide com o citado acima sobre a justificativa infundada de domínio constante. Outra ideia diferente das apontadas por mim foi exposta pela Giovanna. Ela ressalta a abordagem da narradora do texto sobre a possibilidade dos objetos superarem seus criadores e que, para isso, é essencial a desvalorização da nossa cultura pois ela é composta por criações da consciência humana. Isso torna-se preocupante ao perceber a mudança na nossa concepção de cultura, objetificada pela indústria cultural de forma a possibilitar a superação dos homens pelos objetos.
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